Durmo e não durmo Vejo e vejo escuro. Sinto ou dessinto-me É mais vazio e desfasamento de mim própria como areia a deslizar entre dedos finos da cachopa que já fui e muitas das vezes já esquecida. Gostava como criança perceber donde vem. Para que possa corrigir esta errata que faz de mim pessoa. Esta noite sonhei com gatinhos mortos a decompor-se num jardim arranjado. Noutra parte o cão que sempre quis e um momento, a realidade dá um estalo ao meu cérebro Noto-lhe na parte traseira da sua perna que lhe falta o lombo, cortado de fresco. Eu queixei, gritei, implorei ajuda. Mas somente acordei no meu proprio vomito E foi difícil voltar adormecer. E é verdade. Durmo de mais ou não durmo de todo. Na minha cabeça consigo fazer tudo mas o meu corpo recusa-se. Sendo assim deixo-me vencer. Deixo andar. Planeio o meu funeral. Os details. Não o meu caixão mas como deixar o meu mealheiro a quem de bem tenho no meu peito. Faço notas e list...
Comentários
no sujar?
na obra que realizamos ao sujar?
ou no acto de depois de construir estarmos a apagar os residuos?
no entanto qualquer dos actos é lindo.
PS: - já pensaste em publicar em papel os teus escritos e reflexões?
a little bit of warm water faz sempre um leve sorriso, e limpa tudo sem deixar marcas.
*
Seres ofuscados pelo clarão dos estrondos.
Numa falsa objectividade,
Nem tudo o que parece
Realmente é!
Seres que existem não sabendo
O que realmente são;
O que objectivamente foram;
E nem nos sonhos sabem para onde vão.
São ilusões!
Que lhes servem de suporte a uma vida desenganada;
São ilusões de uma vida que afinal não foi!
De pessoas que afinal não existiram...
Foram somente ilusões
Esgaçadas em crepúsculos.
Numa realidade o vento invisível varre poeiras,
Que nos toldam a vista.
Poeira é tudo o que resta;
Da nossa passagem imperceptível...