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Os meus pés são aguias cegas
atrevessam rua,
sem tropeçar morada certa
Calcam d'cascos grossos
travoadas, anti-ciclones, tempestades
[e mais
Por vezes algodão doce ou pastilhas elásticas
especiarias ou bosta d'cadela e gato
Mas são somente pés sem sapato, chatos e asperos
Colados ao tornezelo d'uma magricela

Comentários

palavras disse…
hum, muito bem, belo cantinho!
Beijinho.
Silvério disse…
Muito giro o blog, já posso ir?
Esse tipo das camisetas anda por todo o lado.
de Pina disse…
E quem me chama?
Vozes com nada de nada me servem
respiro agulhas deitadas pelo chão
e transito na ideia do silêncio
porque nunca me dedicaste um poema
ou foi aquilo um poema?!

Eu dei-te os parabéns no dia certo, o teu telemóvel é que não deve funcionar com o mesmo número!

Bjos

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18/100 – Soneto

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Or

Não te cobiço mais do que aquilo que te posso querer Não aguardo confiscar jamais esse teu burocrático desprezo Por isso, seja eu o que for não desejas: A pele esfolada, as carnes arrancadas por venerada dor Ou cor hemoglobina despejada de umas veias fracas que circulam neste cadáver ou melhor: neste esqueleto que segreda o teu amor.